Distinguindo Coaching De: Counseling (aconselhamento), Consultoria, Mentoring (mentoria) e Psicoterapia

por Eliana Dutra

Uma das ferramentas no Coaching é a distinção. Distinguir semelhanças e diferenças clarifica propósitos e resultados. Assim, nossa intenção neste texto é mostrar como, na prática, se diferenciam as diversas metodologias ao alcance de alguém que está pronto para fazer uma mudança em seu modo de vida, isso sem a pretensão de esgotar o assunto que por sua extensão poderia compor um livro.

Como estamos falando de prática, iremos, considerar o seguinte exemplo: se o cliente quisesse começar a praticar algum esporte e, por qualquer razão, considerasse isto um desafio…

Num processo de consultoria, o consultor iria levantar o maior número de informações sobre o cliente em relação a sua vocação, através de seu passado na escola, nos clubes que freqüentou, etc. iria discutir com o cliente o resultado do levantamento e finalizaria o processo com uma recomendação, normalmente escrita como um manual e entregá-lo ao cliente.

Além disso, algumas consultorias estão entrando na área de implantação e treinando o cliente, sempre de acordo com as técnicas de maior sucesso no mercado, para a realização do novo esporte . Na psicoterapia , o terapeuta iria ouvir o cliente e buscar junto com ele (no passado e no inconsciente) os “por que?” do cliente. E através de técnicas psicanalíticas como interpretação, livre associação, transferência e contra-transferência o paciente irá conscientizar o que está impedindo a mudança.

Num processo de counseling, o profissional iria solicitar alguns testes de personalidade e aptidão, analisaria os resultados e finalizaria o processo aconselhando o(s) esporte(s) mais em de acordo com as aptidões e perfil do cliente.
Num processo de mentoring, o mentor, que segundo a definição do dicionário Aurélio, é a “pessoa que guia, ensina ou aconselha, outra” iria verificar qual a necessidade do clube e iria ajudar o profissional, através indicação de práticas e conselhos, a chegar lá.
Aqui cabe um esclarecimento, muitas empresas, hoje, buscam implantar a cultura do chefe que é um coach, isso, ao meu ver, é uma confusão de nomenclatura. O chefe pode e deve ser um mentor. Não pode ser o coach porque, a premissa que define o papel de coach é que ele não tem outro item em sua agenda para o cliente, que não o sucesso deste cliente, situação inviável quando o coach é um executivo da empresa, que tem como responsabilidade levar toda a equipe da empresa ao sucesso. Ignorar o fato de que o sucesso do funcionário pode não significar necessariamente o sucesso da empresa não ajuda a resolução deste conflito de interesses.
Voltando ao nosso exemplo do cliente que quer praticar um esporte, no processo de coaching, o cliente irá verificar através de questionamento (formulários de auto-avaliação também são utilizados) quem o cliente é hoje, quais são seus valores e necessidades. Assim, o coach através de perguntas facilita que o próprio cliente crie um elenco de esportes que o leve a ser quem realmente sempre quis ser. Levantará, ainda com perguntas, quais as vantagens e desvantagens de cada opção, facilitando, assim, a escolha/decisão do cliente por um esporte. Irá fazer um brainstorm, ainda junto com o cliente, para que o cliente monte a estratégia que o levará com facilidade e segurança à prática do esporte eleito. Definido o esporte (o objetivo), a estratégia (o como chegar lá) , o coach irá acompanhar todo o processo de aprendizado, apoiando e dando o suporte necessário para que a mudança de hábito realmente ocorra da forma mais fácil e consistente.
Outro ponto, que gostaria de deixar claro é que o coach não aconselha, mas pode apontar soluções, ou seja, o coach pode informar o cliente baseado em sua experiência, por exemplo: “Outros clientes meus que tinham dores nas costas como você, depois que começaram a praticar natação passaram a se sentir muito melhor, você já pensou em nadar 3 vezes por semana? “
Assim o coach não aconselha, no sentido de indicar o que deve ser feito, pelo menos na tecnologia de coaching da CoachU, primeiro, porque a premissa é que o cliente sabe melhor que ninguém qual a melhor solução para ele. Segundo, porque dizer o que deve ser feito, no caso de sucesso, tira do cliente a oportunidade de se sentir bem sucedido, em caso de fracasso, coloca o cliente na posição de vítima e, terceiro, porque, nos EUA, se o conselho não funcionar o “conselheiro” pode ser processado judicialmente.
Vale notar, no entanto, que apesar de ninguém conhecer tudo sobre todos os assuntos é válido para o coach passar ao cliente as informações técnicas em que tem expertise. Pode ter sido por isso que ele o escolheu…
Enfim, existe algo em comum em todas as metodologias, isto é, a escolha de qual esporte será praticado. No entanto, qual a melhor metodologia para que o cliente realmente crie o hábito de praticar o esporte? Se este fosse o seu caso, qual você escolheria? Pois, existem diferenças no processo, que podem levar o cliente a criar o hábito de praticar o esporte com sucesso. Acredito que todas as metodologias aqui exemplificadas têm valor e são indicadas para diferentes casos, podendo mesmo ser contratadas simultaneamente. Assim, fica a pergunta: Neste momento, qual é a melhor metodologia para você?

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